O Drex: A moeda digital do Brasil e o controle governamental

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 O Drex: A moeda digital do Brasil
Representação artística criada com IA de uma moeda dourada simbolizando o Drex, com olhos vermelhos e sombrios ao fundo. Crédito: Amós Bailiot, via DALL·E/Onipresença.

O Drex, a moeda digital emitida pelo Banco Central do Brasil (BCB), representa uma evolução significativa no sistema financeiro nacional. Projetado como uma versão digital do real brasileiro, o Drex promete modernizar transações, promover inclusão financeira e integrar-se a tecnologias emergentes.

No entanto, por trás dessa inovação, surgem preocupações sobre o potencial de controle governamental, manipulação do uso do dinheiro e até confisco de ativos em casos de não conformidade. Neste artigo, exploramos o que é o Drex, sua implementação e os riscos associados ao seu uso como ferramenta de vigilância e regulação.

O Que é o Drex?

O Drex é a Central Bank Digital Currency (CBDC) do Brasil, uma representação digital do real emitida e garantida pelo BCB. Diferente de criptomoedas descentralizadas como o Bitcoin, o Drex é centralizado, regulado e vinculado diretamente à moeda fiduciária nacional, mantendo o mesmo valor e segurança do real físico. Seu nome é uma abreviação de “Digital Real Exchange”, simbolizando sua função de facilitar trocas digitais eficientes.

Inicialmente concebido para usar tecnologia blockchain, o projeto sofreu mudanças significativas. Em agosto de 2025, o BCB anunciou o abandono da blockchain devido a desafios de escalabilidade e privacidade, optando por um modelo centralizado de reconciliação de ônus (liens), integrado ao sistema PIX de pagamentos instantâneos. O lançamento oficial foi adiado para 2026, com foco em funcionalidades como tokenização de ativos (embora limitada no modelo atual), pagamentos institucionais e crédito colateralizado.

Em sua fase de piloto, iniciada em 2023 e continuada até 2025, o Drex testou aplicações como pagamentos com CBDC, tokenização de ativos reais (RWA) e liquidações cross-border. O objetivo é criar um ecossistema onde bancos, instituições financeiras e usuários possam realizar transações digitais de forma rápida e segura, sem intermediários desnecessários. Diferente de stablecoins privadas, o Drex é soberano, emitido pelo Estado, o que garante estabilidade, mas também centraliza o poder no governo.

Como o governo poderá usar o Drex para controle?

O Drex não é apenas uma moeda digital; é uma ferramenta potencial para o governo exercer controle sobre a economia e os cidadãos. Como CBDC centralizada, todas as transações são registradas em um sistema gerenciado pelo BCB, permitindo monitoramento em tempo real. Isso difere do dinheiro físico, que oferece anonimato, ou mesmo de criptomoedas descentralizadas, que priorizam privacidade.

Críticos argumentam que o Drex pode ser usado para implementar políticas monetárias diretas, como controles de capital ou restrições baseadas em comportamento social. Por exemplo, em testes de piloto, soluções de privacidade como Zero-Knowledge Proofs (ZKPs) foram exploradas, mas rejeitadas porque limitavam o acesso do BCB às transações, impedindo a aplicação de controles monetários e requisitos de KYC (Know Your Customer). O modelo centralizado adotado em 2025 prioriza estabilidade e conformidade regulatória sobre descentralização, facilitando a intervenção governamental.

Discussões em fóruns e relatórios destacam que CBDCs como o Drex podem ser integradas a sistemas de identidade digital, permitindo que o governo rastreie gastos e aplique sanções automaticamente. No contexto brasileiro, onde o PIX já monitora transações, o Drex ampliaria isso para um nível mais granular, potencializando o uso para fins de vigilância econômica.

Manipulação total sobre como usamos bosso dinheiro

Uma das características mais controversas das CBDCs é a “programabilidade” – a capacidade de definir regras para o uso do dinheiro. Embora o BCB negue planos imediatos para programação governamental ampla, o Drex foi projetado com funcionalidades que permitem condições como limites de gastos, restrições geográficas ou datas de expiração. Isso significa que o dinheiro digital poderia ser “programado” para ser gasto apenas em certos setores, como saúde ou educação, ou expirar se não usado em um prazo determinado, forçando o consumo e controlando a inflação.

Em cenários hipotéticos, mas baseados em críticas globais a CBDCs, o governo poderia manipular o uso do dinheiro para alinhar comportamentos sociais. Por exemplo, restrições poderiam ser aplicadas a indivíduos com dívidas fiscais ou envolvidos em protestos, limitando compras de bens essenciais. No Brasil, com histórico de instabilidade econômica, isso poderia ser justificado como “inclusão financeira”, mas críticos veem como uma forma de manipulação total, onde o Estado decide como e onde o dinheiro é usado, comprometendo a liberdade econômica.

A transição para um sistema sem dinheiro físico agravaria isso, tornando todas as transações rastreáveis e sujeitas a intervenções. Relatórios indicam que desafios de privacidade persistem, com o BCB admitindo que soluções atuais não são suficientes para equilibrar anonimato e controle.

Confisco e impedimento de comprar ou vender caso “andemos fora da linha”

O risco mais alarmante é o potencial de confisco ou bloqueio de contas. Como o Drex é controlado pelo BCB, o governo poderia congelar wallets digitais instantaneamente, impedindo transações se um cidadão “andar fora da linha” – seja por evasão fiscal, participação em manifestações ou violações de políticas sociais. Isso ecoa preocupações globais com CBDCs como ferramentas de coerção, onde o Estado pode negar acesso a fundos como punição.

Em um futuro sem cash, indivíduos sob sanções (como as de Magnitsky) estariam “condenados”, com todas as transações monitoradas e wallets bloqueadas. O Drex, ao integrar-se a sistemas de identidade e conformidade, facilitaria isso, permitindo que o governo impeça compras ou vendas seletivamente. Críticos argumentam que isso compromete a privacidade financeira e abre portas para abusos autoritários, transformando o dinheiro em uma ferramenta de controle social.

Qual é a relação disso com as profecias do apocalipse?

Essa capacidade de controle sobre as transações financeiras ressoa com as profecias descritas no livro do Apocalipse, particularmente em Apocalipse 13:16-17, onde se anuncia que “ninguém poderá comprar nem vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”.

É importante esclarecer, contudo, que nenhuma moeda digital, chip ou criptomoeda deve ser confundida com a marca da besta. O ponto que destaco é que as CBDCs, como o Drex, possuem um forte potencial para serem utilizadas futuramente como instrumentos de exclusão de grupos específicos, incluindo o “povo de Deus” – que se recusarão a aderir a regras governamentais que contrariem princípios bíblicos, como os mandamentos divinos e imposições éticas ou morais opostas à Palavra de Deus.

Imagine, por exemplo, um cenário em que a sociedade viva sem dinheiro físico. Nesse contexto, o governo político e religioso – identificado em Apocalipse como a besta que emerge do mar – poderia simplesmente bloquear o acesso às contas digitais de indivíduos que rejeitem determinadas políticas. Dessa forma, tais pessoas seriam efetivamente impedidas de participar do comércio, cumprindo-se, assim, a profecia da proibição de comprar ou vender para aqueles que não se conformarem.

Conclusão

O Drex promete eficiência e inovação, mas seu modelo centralizado levanta bandeiras vermelhas sobre controle governamental, incluindo paralelos com profecias bíblicas que alertam sobre sistemas que restringem liberdades econômicas e espirituais. Enquanto o BCB enfatiza benefícios como inclusão e estabilidade, as implicações para privacidade, liberdade econômica e potenciais abusos não podem ser ignoradas. À medida que o lançamento se aproxima em 2026, é essencial debater esses riscos – tanto seculares quanto proféticos – para garantir que a moeda digital sirva aos cidadãos e respeite princípios fundamentais, não ao contrário.


Fontes:

Drex – Digital Brazilian Real – Acessado em 25/08/2025

Brazil Abandons Blockchain For Its Drex CBDC Project – Acessado em 25/08/2025

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Amós Bailiot

Sou um estudante de História na Universidade Estácio de Sá e um entusiasta em Teologia. Acredito que o conhecimento é valioso apenas quando compartilhado. É por isso que estou aqui, disposto a compartilhar minhas reflexões teológicas. Junte-se a mim nessa jornada!

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Amós Bailiot

Graduando em História pela Universidade Estácio de Sá e estudioso de Teologia, defende a premissa de que o conhecimento se torna verdadeiramente valioso quando compartilhado. Junte-se a mim nessa jornada!

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